AMHMG — Associação Médica Homeopatia de MG

Conhecendo a Homeopatia na Medicina


Homeopatia - Medicina do Indivíduo


Extraído do livro Homeopatia e Saúde – do reducionismo ao sistêmico 

de Gilberto Ribeiro Vieira, disponível no site da Universidade Federal do Acre:

http://www2.ufac.br/editora/livros/homeopatia-e-saude-do-reducionismo-ao-sistemico.pdf

 

A homeopatia constitui uma abordagem terapêutica extremamente enriquecedora à medicina. Mesmo que a contemporaneidade superestime as maravilhas tecnológicas, à conta de imenso tesouro, lamenta-se em toda a parte a dificuldade frequente do profissional de saúde para cuidar do enfermo, antes de tudo, como ser humano, demonstrando empatia genuína pelo seu sofrimento. E o discípulo de Hahnemann esbanja tais recursos. Constrangido a somar as alterações psicológicas de cada paciente a fim de compor o diagnóstico medicamentoso, ele conduz a entrevista de modo a conhecer com detalhes a singularidade do indivíduo que tem pela frente. E o que deveria ser natural em qualquer especialidade, transforma-se numa diferença marcante e a eleva a um segmento que parece se importar mais com os sentimentos da pessoa, extraindo enorme proveito da fecunda relação médico-paciente.

De fato, ao se comparar o conjunto fenomênico, objeto do trabalho do médico convencional com a prática rotineira do médico homeopata, constata-se que a doença prevalece na atenção do primeiro e o indivíduo como um todo na do último. Então, o resultado local daquele contrasta nitidamente com a resposta abrangente deste.

Mas, a metodologia científica, com seus recortes intermináveis, confere embasamento à proposta que reduz a intervenção e impõe restrições à que amplia o número de variáveis. As últimas décadas trouxeram à luz novos métodos de investigação, cujo realce na qualidade facilita a inserção da homeopatia no campo da saúde, cabendo aos que a exercem redobrar esforços nas pesquisas e estudos a fim de consolidar o avanço e a confirmação dessa terapêutica.

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Se, por um lado, a medicina convencional apoia-se no efeito terapêutico mais evidente e repetitivo da substância, o que a leva a reunir diversos medicamentos para um só paciente, pelo outro, o método homeopático lida com os efeitos raros, sutis e peculiares e, esmiuçando as características de cada enfermo, seleciona apenas um único remédio, transmutando a intervenção num fenômeno preferentemente global no organismo. A maior quantidade de variáveis — sejam efeitos terapêuticos da substância, sejam sintomas do doente — evolui para a qualidade, como demonstra a dialética. Assim, pode-se traçar um paralelo contínuo entre a abordagem reducionista, predominante na metodologia científica quantitativa, e a sistêmica, prevalente na homeopatia, cada qual com vantagens e limitações próprias.

Textos e obras homeopáticos recentes atribuem maior peso no resultado ao paciente e não à substância medicinal, em que pese o seu inegável valor. É que o ser vivo representa um sistema muito mais vasto e complexo do que o recurso terapêutico. Residem no indivíduo os principais fatores que engendram a enfermidade, e igualmente possibilitam a cura. 

A análise pormenorizada da história de vida do paciente revela que a patologia estruturada em seu corpo guarda estreita semelhança com as suas próprias características de temperamento. Na verdade, os sintomas físicos e os traços psicológicos compõem uma entidade única, mesclando a fração concreta e a subjetiva num mesmo processo. Também se pode aduzir que a forma particular do enfermo proceder, em suas ações no mundo, costuma se repetir no modo como ele reage quando se submete a qualquer tipo de tratamento.

Portanto, é na pessoa que se centra a origem da enfermidade, e é ainda nela que nascem as chances de restabelecimento. Qualquer que seja a natureza da intervenção terapêutica, o resultado depende do potencial do indivíduo. Por isso, a moléstia mais banal e corriqueira, sob as mãos de um médico competente e maduro, pode redundar em complicações e óbito. Caso ele sondasse, com rigor no método e no critério, o percurso emocional do paciente, detectaria a propensão dele para tal desfecho.

Enfim, ainda que a homeopatia encontre resistência por parte de algum médico, ele há de reconhecer que essa especialidade tem uma contribuição singular na esfera do homem como unidade mente-corpo. E, ainda que nunca se arrisque ao estudo mais aprofundado de suas disciplinas, poderá haurir um aprendizado valioso da concepção global ou sistêmica. Não convém ao profissional limitar-se às reduzidas fronteiras da patologia porque o enfermo consiste sempre numa criatura que carrega ilusões e esperanças, afetos e dores, sonhos e decepções. É esse interior denso e profundo que se retrata a si mesmo através de disfunções, desarranjos e lesões. Tratar apenas a manifestação orgânica, desprezando a contraparte psicoafetiva que a produziu, constitui uma perda irreparável, já que ignora a mais importante fonte de reorganização da saúde, ocasionando tremendo prejuízo para o próprio paciente e a medicina, bem como aliena o médico de seu autêntico papel de cuidador de doentes.

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Homeopatia: uma medicina integral a serviço da vida


Ana Flávia Quirino Franco

Médica de Família

Homeopata

Mestre Gestão de Saúde

Professora Medicina UFSJ e FCMMG

Preceptora PRMMFC UFSJ

 

A homeopatia é uma especialidade médica reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina que busca compreender e tratar o ser humano em sua totalidade.

Mais do que combater sintomas, ela procura entender como cada pessoa adoece, considerando aspectos físicos, emocionais, mentais e até o modo de reagir diante das situações da vida.

 

Cada ser humano é único, e com a homeopatia os remédios também são individualizados e repertorizados para cada pessoa.

Durante a consulta, o médico homeopata dedica tempo para conhecer o paciente, compreender sua história de saúde e escolher o medicamento mais adequado ao seu modo de ser e de adoecer.

 

Os medicamentos homeopáticos são preparados a partir de substâncias — de origem vegetal, mineral ou animal — e passam por processos de diluição e dinamização que reduzem a toxicidade e potencializam seus efeitos terapêuticos.

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São seguros, não causam dependência nem reações adversas significativas, podendo ser utilizados em crianças, gestantes, adultos e idosos.

 

  • Estímulo à autocura e à prevenção

A homeopatia atua estimulando a força vital do organismo — o princípio que mantém o equilíbrio e a saúde. Assim, além de aliviar sintomas, ela fortalece o sistema imunológico e previne o aparecimento de novas doenças, promovendo um estado de bem-estar global.

 

  • Uma medicina que complementa o cuidado

A homeopatia pode ser usada de forma complementar a outros tratamentos, ampliando os resultados e contribuindo para uma medicina mais humana, integral e centrada no paciente.

 

  • Quando a homeopatia pode ajudar

O tratamento homeopático tem se mostrado eficaz em diversas situações, como:

 

  • Cuidar com homeopatia é cuidar de si com respeito e equilíbrio

A homeopatia convida cada pessoa a participar ativamente do próprio processo de cura, promovendo autoconhecimento, equilíbrio e saúde duradoura.

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Associação Médica Homeopática de Minas Gerais (AMHMG)

Promovendo o conhecimento, a prática ética e o acesso à homeopatia para todos.

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A Homeopatia, uma racionalidade médica em prol da recuperação da saúde


João Luiz de Magalhaes

RMMG 21.189 RQE 30.375 - Especialista em Homeopatia pela AMB- AMHB

 

O que é a Homeopatia?

A Homeopatia é uma racionalidade médica que remonta a Hipócrates de Cós (460 a.C.) e que foi desenvolvida no século 18 pelo médico Samuel Hahnemann (1755-1843), cujos pilares são o princípio de semelhança (similia similibus curantur), a experimentação dos medicamentos no indivíduo sadio, a prescrição de um medicamento único e o emprego de doses medicamentosas dinamizadas e diluídas. Na prática clínica, os medicamentos homeopáticos têm suas indicações definidas através da individualização sintomática de cada paciente, que valoriza seus sintomas peculiares e característicos.

Reconhecida como especialidade médica- e também uma especialidade da Odontologia, da Medicina Veterinária e da Farmácia- pelo Conselho Federal de Medicina por meio da Resolução CFM 1000/1980, a Homeopatia alberga em seu cerne a visão integral do ser humano (organismo, psiquismo e vitalismo), entendendo-o como uma unidade indissociável. Hahnemann observou que o medicamento homeopático estimula a vitalidade do indivíduo doente ao ativar, fortalecer e reequilibrar os mecanismos curativos e de defesa do nosso organismo, ajudando-o a retornar ao estado de equilíbrio físico, emocional e vital, não se restringindo a nenhum órgão ou sistema específico do corpo, tendo também constatado que essa modalidade de tratamento pode ser aplicada em todas as etapas da vida e em qualquer tipo de acometimento na saúde, tanto em quadros agudos como em casos crônicos.

Em nosso entendimento, a Homeopatia é uma racionalidade médica integrativa que pode ser utilizada de forma exclusiva ou em associação com outras racionalidades médicas, tanto como protagonista quanto como coadjuvante, em conformidade com a autonomia do paciente.

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Como é a consulta homeopática e o acompanhamento dos pacientes?

O atendimento homeopático tem início com o interrogatório do paciente, quando este expõe suas queixas e relata seus sintomas. A totalidade dos sintomas tem destacada relevância, sendo valorizados os detalhes e as nuances das manifestações clínicas e os sintomas característicos e peculiares ao sofrimento daquele que está doente. Os sintomas relatados, ao serem analisados, modalizados e particularizados, evidenciam o modo de pensar, sentir e agir do paciente, o que distingue e individualiza o modo peculiar do padecimento de cada pessoa. Hahnemann preconizou que o homeopata deve ser um ‘observador livre de preconceitos’ e, assim procedendo, poder definir o aspecto individual do adoecimento.

Desta maneira, o homeopata, somando as informações da particularidade, do histórico de vida, das constituições física e psíquica, aquelas referentes à vida social e aos hábitos cotidianos, obtém a história biopatográfica do paciente, ou seja, a maneira peculiar e inerente de cada paciente manifestar o seu processo de adoecimento, o que determina cada paciente como único, distinto e pessoal.

Para o homeopata, conforme enunciou Hahnemann, a doença está vinculada ao contexto vital do seu paciente, expressando uma desarmonia interna, ou seja, o indivíduo encontra-se enfermo no princípio vital que o anima; a força dinâmica que é mantenedora da vida está perturbada, e essa desordem torna-se evidente por alterações psíquicas, transtornos funcionais ou desordens estruturais.

Antes de uma condição patológica qualquer evidente no organismo humano existe um desequilíbrio dinâmico, cuja origem remonta ao princípio vital em desarmonia.

Após a prescrição homeopática, o médico observa outros parâmetros, agora vinculados à influência medicinal no organismo enfermo, as observações prognósticas. A correta prescrição do preparado homeopático desencadeia reações vitais no organismo debilitado, favorecendo a cura do processo de adoecimento. Há indicativos destes parâmetros, que se fazem presentes para o observador atento, e sabemos que um medicamento está atuando através da mudança dos sintomas relatados pelo paciente.

Estas manifestações sintomáticas podem ser percebidas como uma melhora do estado geral; alívio nas inquietações psíquicas; reações vitais tais como quadros febris e afecções catarrais ou inflamatórias diversas; drenagens através de dejeções diarreicas ou vômitos, por exemplo; superficialização de sintomas internos caracterizados por pruridos e erupções cutâneas; retorno de alguns sintomas preexistentes à prescrição; ou mudanças de comportamento e nas atitudes relativas ao contexto de vida. A constatação destas categorias sintomáticas corrobora a observação prognóstica homeopática e esta norteia a condução clínica do tratamento homeopático.

 

Como o medicamento homeopático atua no organismo humano?

O medicamento homeopático é escolhido a partir da individualização dos sintomas de cada paciente e prescrito com base no princípio de semelhança. As substâncias utilizadas no tratamento homeopático foram previamente experimentadas por pessoas saudáveis, e os sintomas evidenciados pelos experimentadores determinam o potencial terapêutico de cada medicamento. Diluído e dinamizado, o medicamento homeopático é passível de causar os sintomas de uma doença em uma pessoa saudável, e este mesmo medicamento é capaz de atuar nos mesmos sintomas em uma pessoa enferma. O processo da agitação (sucussão) e da diluição desperta as propriedades curativas dos insumos utilizados na prescrição homeopática. E a maneira peculiar de cada pessoa adoecer, as características específicas dos seus sintomas e a disposição psíquica e emocional permitirão uma escolha personalizada da influência medicinal homeopática a ser indicada para cada paciente. As formulações homeopáticas prescritas em conformidade com as características peculiares e idiossincrásicas de cada paciente estimulam a resposta vital do organismo acometido, provocando um movimento em direção à recuperação da saúde a partir das defesas do próprio organismo humano, favorecendo uma reação que reequilibra a homeostasia.

Ao longo do acompanhamento clínico, o paciente, em sua individualidade, pode necessitar de outro ou mesmo outros medicamentos, de forma que, gradualmente e de maneira suave, a energia vital e os mecanismos de defesa internos sejam estimulados e respondam com a tendência ao seu reequilíbrio. Importa frisar que a Homeopatia não é inócua, podendo causar danos ao organismo quando mal empregada, devendo-se evitar a automedicação ou a prescrição leiga pouco criteriosa.

 

Quais são os benefícios à saúde oferecidos pela Homeopatia?

A Homeopatia prioriza a compreensão do paciente em sua integralidade, promovendo um espaço terapêutico humanizado, que fortalece a relação médico-paciente e estimula o autocuidado e a autonomia do indivíduo enfermo. As consultas homeopáticas são longas e a anamnese é detalhada e abrangente, com a finalidade de entender a totalidade e a individualidade do paciente. A prescrição do medicamento é individualizada, considerando os aspectos gerais, físicos, psíquicos e sociais do paciente. A homeopatia busca o reequilíbrio do indivíduo, através de um processo de escuta aprofundada do paciente em todas as suas dimensões e utilizando medicamentos conforme os preceitos homeopáticos visando a sua cura integral.

O tratamento homeopático tem como benefícios a promoção da saúde geral, o estímulo à capacidade de reequilíbrio e cura do organismo acometido, a redução e o controle de sintomas em doenças crônicas e psicossomáticas, a prevenção da recorrência de sintomas ou quadros agudos e a colaboração no tratamento de transtornos mentais e vícios de comportamento. A influência medicinal homeopática é segura e não apresenta efeitos colaterais nem interações medicamentosas com o tratamento convencional, podendo ser prescrita para todas as pessoas, incluindo gestantes, recém-nascidos, crianças e idosos. Além disso, os medicamentos homeopáticos tendem a ter baixo custo, favorecendo a redução dos gastos com a recuperação da saúde.

 

Quais são os limites e as possibilidades da Homeopatia?

Como toda modalidade de assistência à saúde e terapêutica medicinal, a Homeopatia tem os seus limites de atuação e o seu campo de ação. Na amplitude do seu raio de atuação, a Homeopatia pode ser utilizada nas doenças lesionais (caracterizadas por lesão estrutural em órgãos ou sistemas), bem como nas doenças funcionais (aquelas nas quais não há danos ou lesões estruturais e que se caracterizam por mau funcionamento do organismo); em quadros clínicos agudos ou crônicos; em pessoas de todas as faixas etárias; em transtornos psíquicos; nas alterações do comportamento; nos distúrbios do sono; ou seja, a Homeopatia pode ser em pregada em qualquer situação onde haja uma perturbação do equilíbrio da saúde. Isso porque o medicamento homeopático alcança, em sua possibilidade de ação, os sintomas gerais, particulares e mentais, tanto objetivos quanto subjetivos. As prescrições homeopáticas estimulam a resposta vital do organismo acometido, favorecendo um movimento em direção à recuperação da saúde, a partir das defesas do próprio organismo humano. A Homeopatia também oferece resultados positivos à população ao ser utilizada em situações de epidemias, quando os medicamentos homeopáticos têm ação curativa e preventiva ao serem selecionados adequadamente conforme o conjunto de sintomas peculiares à epidemia, o denominado ‘gênio epidêmico’.

A Homeopatia, entretanto, não é uma ‘panacéia’ a ser prescrita sem critérios técnicos e que serve para tratar qualquer doença indiscriminadamente, visando resultados acima das expectativas para o quadro clínico em questão. Como limites de sua ação terapêutica citamos as doenças congênitas, as enfermidades que determinam lesões irreversíveis, as lesões físicas traumáticas extensas, e as doenças incuráveis por exemplo. A Homeopatia é uma modalidade de tratamento médico eficaz, com amplo raio de ação, mas não a única capaz de curar um organismo enfermo e ajudar o médico em seu ideal hipocrático: ‘favorecer ou não causar dano’.

Os sintomas a serem avaliados para a prescrição homeopática dependem de um acurado exame, que resulta da capacidade de percepção e do conhecimento técnico do médico homeopata, adquiridos na prática diária. Além disso, é necessário ressaltar que nem todo desequilíbrio da saúde humana pode ser resolvido apenas com uma prescrição medicamentosa. Algumas condições de perturbação da saúde são causadas, mantidas ou agravadas por hábitos de vida inadequados, abusos e excessos variados, circunstâncias sociais difíceis, ou persistentes atitudes que favorecem a ocorrência das doenças.

 

Como a Homeopatia está inserida no sistema médico nacional?

Podemos afirmar que a Homeopatia está presente no sistema médico nacional em todos os seus domínios. A Homeopatia tem representantes no sistema privado de saúde, na saúde suplementar e no sistema oficial de saúde, o SUS. Conforme dados do Conselho Federal de Medicina (CFM), a Homeopatia é praticada com rigor e ética, diariamente, por cerca de 2,8 mil médicos habilitados, sendo uma das 55 especialidades reconhecidas no Brasil (por meio da Resolução CFM 1000/1980). Para cumprir sua missão, esses profissionais passaram por formação em Residência Médica ou Cursos de Especialização e demonstraram seu conhecimento em provas organizadas pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB). Como instituição representativa da classe médica homeopática, a AMHB está em atividade desde1988, em parceria com as Associações Médicas Homeopáticas Federadas- incluindo a Associação Médica Homeopática de Minas Gerais (AMHMG), fundada em 1980- presentes nos Estados da Federação, que albergam as Entidades Formadoras de novos profissionais capacitados para a prática clínica homeopática.

Através das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), que constituem possibilidades de cuidado e opções terapêuticas que visam a integralidade e humanização da atenção, contribuindo para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a Homeopatia foi instituída no SUS desde 2006, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Em Belo Horizonte, o PRHOAMA- Programa de Homeopatia, Acupuntura e Medicina Antroposófica- oferecido pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, atende aos usuários do SUS/BH desde 1994.

A Homeopatia também é representada nos Conselhos Regionais de Medicina e no Conselho Federal de Medicina através das Câmaras Técnicas, que são compostas por especialistas que trabalham em sintonia com essas autarquias, estudando e propondo soluções para temas específicos.

No âmbito global, o Brasil integra a Liga Medicorum Homeopathica Internationalis através dos seus associados e do Presidente para o Brasil desta associação internacional.

Essas evidências validam e legitimam a trajetória e a adequação metodológica da Homeopatia dentro do sistema médico nacional.

 

Referências bibliográficas:

 

Dantas, F. (1986). O que é Homeopatia. Editora Brasiliense. Hahnemann, S. (1996). Organon da arte de curar. Robe Editorial. Hahnemann, S. (2006). Escritos menores. Editora Organon.

Nassif, M.R.G. (1997). Compêndio de Homeopatia. 3 vls. Robe Editorial. Rosenbaum, P. (1996). Homeopatia e Vitalismo. Robe Editorial.

 

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Como a Homeopatia está inserida no Sistema de Saúde Nacional

Luiz Carlos Ferreira de Melo

CRMMG 8356 – RQE 55658

Especialista em Homeopatia AMB-AMHB

 

A HOMEOPATIA é uma das 55 especialidades médicas do CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, CFM, reconhecidas e regulamentada.

A Homeopatia, sistema médico complexo de caráter holístico, baseada no princípio vitalista e no uso da lei dos semelhantes, foi enunciada por Hipócrates no século IV a.C. Foi desenvolvida por Samuel Hahneman no século XVIII. Essa racionalidade médica se expandiu por várias regiões do mundo, estando firmemente implantada em diversos países da Europa, das Américas e da Ásia. A Homeopatia foi introduzida no Brasil por Benoir Mure, em 1840, tornando-se uma nova opção de tratamento.

A Homeopatia é um sistema médico de abordagem integral e dinâmica do processo saúde-doença, com ações no campo da prevenção de agravos, promoção e recuperação da saúde, contribuindo para o aumento da resolutividade e incremento de diversas abordagens, se tornando uma opção preventiva e recurso terapêutico à população.

A formação em homeopatia é suplementar à faculdade de medicina e dura três anos, e é ensinada em Organizações, Associações, Institutos, de Médicos Homeopatas, que possuem escola regulamentada, podendo ser realizada por meio de residência médica, pós-graduação, e em várias Faculdades do País. Está presente em várias Universidades Públicas, em atividades de ensino, pesquisa, ou assistência.

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A Homeopatia é regulamentada em várias leis e portarias, como: Lei n. 6360/76 que inclui os medicamentos homeopáticos no sistema de vigilância sanitária; Port. 971/2006, que aprovou a Política de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, Resolução CFM n. 1000/80 que reconheceu a Homeopatia como especialidade médica.

A Homeopatia é oferecida pelo sistema único de saúde e tem sido uma opção de tratamento para os brasileiros há dois séculos

A Homeopatia tem sido desenvolvida e praticada, de maneira multiprofissional, envolvendo médicos, Farmacêuticos, Veterinários, odontólogos e Agrônomos.

A Associação Médica Homeopática Brasileira é uma das principais entidades representativas da classe médica homeopática no Brasil e congrega com associações de médicos homeopatas em cada unidade da federação.

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